Como devem ter notado têm surgido nas últimas semanas informações sobre o risco para a saúde de um dos constituintes dos selantes de fissura, o Bisfenol A.
Em Abril, o Diário de Noticias referia num artigo intitulado “Perigo químico no plástico de garrafas e biberões” – 17/04/2008 , os riscos para a saúde provenientes da presença do Bisfenol A nas embalagens alimentares e nos biberões.
Algumas pessoas mais informadas podem surgir com perguntas para os Higienistas Orais sobre a segurança de utilização de selantes de fissura, principalmente se este assunto continuar a aparecer nos jornais (a nível internacional já se fala bastante e uma pesquisa na Internet pode mostrar facilmente o que existe sobre este tema).
O aspecto essencial a transmitir aos pacientes é de que não está descrito qualquer risco proveniente da aplicação de selantes de fissura. Podem encontrar um artigo científico (revisão sistemática Bisfenol a) publicado em Março de 2008 referindo estas mesmas conclusões. Caso necessário devemos fundamentar a nossa informação com aspectos científicos e este artigo (de acesso livre) pode-nos ajudar.
Henrique Luís




“Terapeutas dentários = Higienistas Orais ????????????
“Terapeutas dentários” - uma nova classe profissional?
07-May-2008
A introdução da “Terapia Dentária” nos Estados Unidos está já a gerar acesa polémica entre Governos Federais e a American Dental Association.
No próximo mês de Julho, o Estado do Maine será o segundo nos Estados Unidos a autorizar práticas de higienização oral não supervisionada, sendo que, actualmente, o Estado do Colorado é o único a permitir aquela prática de forma ilimitada.
Outros 18 Estados autorizam os higienistas a praticar com supervisão limitada, com a particularidade das leis de estado restringirem serviços de higiene ou a duração temporal em que o cuidado de higiene pode ser providenciado.
«O quadro executivo da Maine Dental Association discutiu exaustivamente a ideia de uma prática independente de higiene dentária», afirmou John Bastey, director de assuntos governamentais da MDA.
Uma revisão proposta pela MDA ao projecto-lei “LD 2277”, aprovado pelo governador no dia 15 de Abril e que autoriza a prática não supervisionada, requerendo que higienistas independentes estabelecessem acordos com médicos dentistas não foi aprovada. Refira-se que a MDA está sustentada pela posição concordante da ADA.
Apesar do presidente da ADA, Mark J. Feldman, considerar que aquelas medidas são «bem intencionadas, no sentido em empreendem um melhor acesso a cuidados de saúde oral» a classes mais desfavorecidas, Feldman acredita que os “terapeutas dentários” «possuem consideravelmente menos formação em relação aos médicos dentistas» na realização de complexos procedimentos cirúrgicos.
«Nós simplesmente não pretendemos que a população seja exposta a complexos procedimentos cirúrgicos realizados por pessoas que não receberam formação».
Em 1921, a Nova Zelândia iniciou um curso de formação para educadoras escolares que, posteriormente, eram colocadas em “clínicas” instaladas nas escolas, por todo o país, providenciando cuidados de saúde oral primários a crianças em idade escolar.
O conceito de treinar aquelas educadoras escolares, que mais tarde passaram a designadas por terapeutas dentárias, foi adoptado por outros países com o intuito de melhorar o acesso aos cuidados de saúde orais, sobretudo a crianças.
Em muitos países, a terapia dentária está a ser integrada na formação teórico-prática em higienização oral, de forma a criar uma nova classe profissional complementar à do médico dentista.
Segundo a World Dental Federation (FDI), a actual iniciativa de introduzir “estes especialistas” nos Estados Unidos, pode resultar na integração de importantes membros nas equipas dentárias de todo o mundo, melhorando o acesso aos cuidados de saúde oral e reduzindo as disparidades existentes neste sector.
Actualizado em ( 12-May-2008 )
Podem encontrar isto em:
http://www.saudeoral.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=133&Itemid=38