20.05.2008, Susan Levine e Lori Aratani
A princípio, o problema foi o problema ter sido ignorado - durante quase duas décadas, os jovens nos Estados Unidos engordavam mais e mais e ninguém pareceu reparar. Mas desde que o alarme soou no fim da década de 1990, o problema tem sido outro, a reacção do país: uma resposta descontinuada e pouco clara que, dizem os críticos, sofreu particularmente pela inadequada direcção e uso dos dólares ao nível federal.
“O sentido desta prioridade nacional simplesmente não é abrangido”, disse Jeffrey P. Koplan da Universidade de Emory e director do Instituto Médico para o estudo da obesidade infantil, de 2004. A recomendação principal desse relatório determinante era que o Governo formasse uma equipa de alto nível e interdepartamental para conduzir a uma resposta coordenada - essa equipa não chegou a ser composta.
Isso contrastou com a ofensiva que foi montada nos países europeus: em França, alertas à saúde foram articulados nos anúncios televisivos de alimentos; os responsáveis espanhóis chegaram a acordo com os líderes da indústria alimentar para impor um mais apertado sistema de rotulamento dos produtos, juntamente com a redução de gorduras, sal e açúcar nos alimentos processados.
A Grã-Bretanha foi mais longe ainda - proibiu os anúncios de comida na televisão, principalmente dirigidos às crianças, e retirou doces e refrigerantes das escolas. 85 por cento dos alunos têm, pelo menos, duas horas de educação física por semana - o objectivo para 2011 são cinco horas. Os primeiros sinais do problema nos EUA apareceram no fim da década de 1970, quando os números da obesidade, que tinham estabilizado durante anos, começaram a aumentar. Em retrospectiva, reflectiam mudanças sociais, tecnológicas e políticas que transformaram a geração mais nova na mais pesada de sempre.
Os responsáveis federais defendem a sua acção, afirmando que trabalharam “determinada e estavelmente” nos últimos oito anos para combater a obesidade. As iniciativas específicas de combate à obesidade incluem campanhas de educação pública na Internet, anúncios nos serviços públicos, novos planos de dietas e pela primeira vez - chegam no Outono - novos programas para as actividades físicas.
Falta pressão
O Presidente George W. Bush agiu, muitas vezes, em direcções contraditórias. Por um lado, lançou um projecto para tornar a população mais saudável, em 2002 - o HeathierUS -, por outro, já tentou acabar com os esforços apontados para as crianças e jovens obesos. Os críticos dizem que a Casa Branca não impulsionou a questão muito para além da responsabilidade pessoal e afirmam que a Administração e os legisladores não estão a pressionar agressivamente a indústria alimentar para alterar as suas políticas.
Só em Dezembro de 2007 o Departamento da Agricultura (USDA, na sigla original) modificou o programa de nutrição para as mulheres, bebés e crianças para apoiar as famílias com baixos rendimentos a comprarem produtos frescos e outros produtos. O programa do USDA dos pequenos-almoços na escola continua a vender leite gordo e leite açucarado com sabores. “Está patente um conflito de interesses na USDA”, disse Kelly Brownell, da Universidade de Yale, que fundou o Centro Rudd para as políticas alimentares e de obesidade. “A sua principal função é promover a agricultura e os alimentos e só depois pensam em estabelecer políticas nutricionais.”
Foi proposto, no Congresso, que a Comissão Federal do Comércio (FTC) obrigasse as companhias alimentares e de bebidas a apresentarem um relatório com os detalhes das suas actividades e custos do marketing dos produtos direccionados aos jovens - um relatório deve ser emitido no Outono. Qualquer que seja a recomendação da Comissão, não irá para além da auto-regulação. Três décadas depois da proposta da FTC que proibiu os anúncios a doces na televisão - que poderiam causar problemas dentários -, estes continuam severamente restritos, mas noutros circuitos é permitido que se imponham. Exclusivo PÚBLICO/The Washington Post




Diz o Bastonário da OMD:….” Espera-se que “a medicina dentária faça parte
desta revisão e que seja mesmo uma das valências eleitas principais
contratualizadas”, avança o bastonário, quando questionado sobre possíveis
valores de comparticipação estatal.
Este é um sector considerado fundamental - até pela Organização Mundial de
Saúde - e sempre esteve excluído do Serviço Nacional de Saúde. Agora, a Ordem
dos Médicos Dentistas está a estudar os tempos mínimos de consulta e os valores
dos diversos tratamentos de forma a definir valores de comparticipação.
Até agora, os únicos programas de saúde que existiam apenas abrangiam as
crianças dos três aos 18 anos. Este modelo teve início em 2005, mas ainda deixa
uma grande percentagem de crianças de fora. Para ajudar a dar resposta a esta
lacuna, o Governo está a estudar o alargamento dos cheques-dentista a novos
alvos. Já em 2009, as crianças dos seis aos 12 anos devem ser abrangidas pelo
programa.”.
SOU HIGIENISTA ORAL, COM MUITO ORGULHO. NA MINHA FORMAÇÃO ACADÉMICA APRENDI QUE UM INTERVALO DE IDADES DOS 3 AOS 18 ANOS???,JÁ INCLUI O REFERIDO ALARGAMENTO???? DOS 6-12ANOS.
1-OU O SR BASTONARIO CONSIDERA QUE O INTERVALO DOS 3-18 ANOS EXCLUI MAIS CRIANÇAS QUE 6-12ANOS.
2- OU NÃO PENSOU BEM NO QUE AFIRMOU.
3-OU ESTA A PASSAR-NOS UM ATESTADO DE INCAPACIDADE INTELECTUAL.
TENHO PENA QUE PORTUGAL SE DEIXE LEVAR POR MANOBRAS DE DIVERSÃO, E ENQUANTO PENSAM NO EURO 2008, VÃO PASSANDO ASSUNTOS IMPORTANTES QUE PARA QUEM NÃO ESTÁ ENVOLVIDO, NEM SE DÁ CONTA.
OS LOBYS E OS “JOBS FOR THE BOYS”, NUNCA TIVERAM TÃO EM CIMA, NÃO TARDA MUITO ENTRAM NA BOLSA..EHEH. OLHEM PARA O FUTURO..FILIEM-SE NO PARTIDO…VÃO ESCOVANDO OS DENTES E A LINGUA E
FAÇAM O FAVOR DE SER FELIZES.
Enfim… mais do mesmo.
(A fonte, Magda. A fonte!)