O colega Jorge Brázia deixa-nos o endereço onde pode ser consultada a circular normativa que tem causado alguma polémica.
É a circular normativa nº 02/DSPPS/DCVAE de 09/01/2009, e pode ser lida em http://www.dgs.pt .
Obrigado Jorge Brázia
O colega Jorge Brázia deixa-nos o endereço onde pode ser consultada a circular normativa que tem causado alguma polémica.
É a circular normativa nº 02/DSPPS/DCVAE de 09/01/2009, e pode ser lida em http://www.dgs.pt .
Obrigado Jorge Brázia
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Boa noite, colegas!
De uma leitura rápida que fiz, parece-me uma Circular equilibrada. Se não, vejamos:
As crianças das IPSS também são abrangidas pelo programa, ao contrário do que se disse;
O falado número mínimo de 2500 selantes não se confirma. Há variáveis que não controlamos, e a comparência e cooperação nas consultas são duas delas, bem como o absurdo de em 2009 ainda haver quem seja “obrigado” a trabalhar em equipamentos portáteis;
Em relação à nossa intervenção ser dirigida aos 3 coortes mencionados, aceito. São idades prioritárias. Devo dizer que, no meu entender, isso não veda o acesso às restantes crianças. Não acredito que, após finalizar a intervenção nos 3 coortes, alguém seja impedido de intervir sobre crianças de outras idades, caso disponha de tempo para isso.
Isto é pacífico, não? É-nos recomendado que em 2009, por exemplo, dos 228 dias de trabalho previstos, ocupemos 115 (no mínimo) em consultas, o que quer dizer que ainda sobram 113 para gestão do PNPSO, educação para a saúde, etc. Trata-se apenas de colocar a especificidade das nossas competências ao serviço da população. No fundo, o que nos distingue.
A prudência e o bom senso recomendam que se espere pela publicação dos documentos antes de se começar a tecer críticas que, na sua maioria e como se viu, acabaram por cair por terra.
Cumprimentos.
Por: j brázia em Sexta-feira, 9 Janeiro, 2009
às 19:10
Obrigado Jorge Brázia…haja alguém com bom senso e inteligência e que fuja à triste sina nacional do bota abaixo a tudo o que é mudança, pois só dá trabalho à inércia!
Por: Anónima em Sexta-feira, 9 Janeiro, 2009
às 23:06
Muito raramente visito este blog e começo a concluir que, efectivamente, será uma perda de tempo a avaliar pelo tipo de comentários que surgem; em nada vão ao encontro à nota de abertura do mesmo onde apelavam a uma partilha de opiniões/ experiências numa perspectiva de aprendizagem e de construção entre a n/ classe.
É de lamentar a facilidade com que se fazem juízos sobre o próximo sem terem um conhecimento concreto e comprovativo sobre a matéria em causa.
Na sequência dos comentários que aqui têm surgido, permitam-me as seguintes questões:
• Quantas versões tiveram conhecimento antes desta versão FINAL?
• Quantos de vós participaram no parecer sobre este documento (enquanto “documento de trabalho”) em resposta ao solicitado pela DGS às ARS?
Independentemente, se oficial ou oficiosamente, eu participei e pronunciei-me sobre as versões a que tive acesso. E por isso, neste ponto, discordo do colega quando afirma que há que ser prudente e aguardar antes de um pronunciamento uma vez que, não tenho a menor dúvida que a minha manifestação também contribuiu para que a versão final tenha sofrido algumas alterações, as quais não seriam passíveis de modificar, caso fosse um facto consumado, entre elas a destacar:
1. Além das escolas públicas também foram incluídas as IPSS (apesar das privadas continuarem excluídas);
2. A imposição dos 2500 selantes foi suprimida ainda que o tempo “desejável” de atendimento em cadeira tenha passado de “metade” do horário normal do HO para a “maioria”
No entanto, na minha opinião (que consta no parecer enviado a quem de direito e com poder de decisão) outras alterações significativas ficaram por fazer como por exemplo:
“Os higienistas orais devem deslocar-se à(s) Escola(s) da sua área de intervenção, para a realização de uma triagem de identificação das crianças e jovens com dentes permanentes cariados, e das crianças e jovens livres de cáries nos dentes permanentes”.
Quando foi contraposto este parágrafo (no dito parecer) de que o rastreio não deveria ser uma obrigatoriedade em termos de metodologia para os HO em CS mas sim, deixar ao seu critério face à respectiva realidade concelhia (CS dispor de recursos humanos e materiais como, alguém para auxiliar o HO no registo aquando dos rastreios, disponibilidade de viatura dos serviço para a deslocação às escolas, a dispersão/ distância geográfica entre as escolas, a dimensão do parque escolar, se o equipamento dentário é somente para o HO ou, como acontece em alguns CS, que o partilham com outros profissionais etc.) revelou-se falta de inteligência e bom senso?
Muito mais haveria para dizer. No entanto, face à constatação de que alguns HO:
• Não sabem e/ ou não querem aceitar nem respeitar opiniões divergentes
• Menosprezam quem tem a coragem de manifestar publicamente uma opinião diferente
• Desvalorizam a humildade de quem procura ajuda para algo que, no seu entender, poderia colocar em causa a satisfação e desempenho profissional dos colegas
Concluo que, não ocuparei mais o v/ tempo, terminando este meu comentário no blog (à semelhança do feito a 7Jan2009) com a consciência de que, em ambos, fui correcta (ainda que estivesse a contra-argumentar) sem recorrer a adjectivos qualificativos que pudessem ferir/ colocar em causa o carácter de um HO ou seja, de um COLEGA!
Isabel Beaumont
Por: Isabel Beaumont em Sábado, 10 Janeiro, 2009
às 3:53
As coisas têm a importância que se lhes dá.
Discuta-se o importante. “Da crise nasce a evolução”, já alguém dizia.
Por: Catia B em Sábado, 10 Janeiro, 2009
às 15:32
Caros Colegas,
Uma Circular Normativa , tem como finalidade normalizar procedimentos técnicos , no âmbito de um Programa.
Mas, cabe a todos nós adaptá-la à nossa realidade,
todos somos profissionais de saúde, temos que perante a nossa população alvo,
conseguir conciliar todo o trabalho já efectuado anteriormente, com a realidade actual.
Claro, temos orçamentos de Programa -2009, estamos inseridos numa nova realidade os ACES e as URAP, temos um Director e um Gestor hierirárquicos, a qual temos que dar resultados, anteriormente estabelecidos no nosso Plano de Acção .
Portanto, temos tanto que fazer, o objectivo major será sempre os Ganhos em Saúde, por parte da nossa população.
A minha realidade , não se enquadra nesta nova filosofia, pois tenho crianças aos 6 anos com 38% livres de cárie, se esperar até aos 7 anos, para os enviar para a prevenção secundária vai ser um caos, mas vai sempre existir a minha intervenção , pois todos os Médicos de família, Saúde Infantil , Pediatras, enviam todas as crianças aos 5/6 anos e 11/ 13 anos após Exame Global de Saúde para a consulta de Saúde oral com a Higienista oral no Centro de Saúde e não temos falta às consultas, num ano conseguiu-se consultar 690 crianças , com um total de 1780 Selantes aplicados, 151 crianças enviadas para a Contratualização e finalizadas.
Temos a Saúde Escolar , a funcionar ( Rastreios, Formação, Bochechos Fluoretados) , nas Escolas cujos Agrupamentos aderiram ao PNPSO.
Com a nova realidade só vamos poder enviar este ano , crianças com 7 anos, 10 anos e 13anos , se calhar para o ano abrangerão mais faixas etárias, aguardemos.
Sempre trabalhamos e iremos trabalhar!
Bom trabalho
Ana Margarida Cruz
Por: Ana Margarida Cruz em Sábado, 10 Janeiro, 2009
às 15:48
Bom dia!!
Depois de ler e reler, algumas dúvidas surgem…
Não sei se vai existir alguma sessão de esclarecimento aos gestores locais, mas são elas:
- A todas as crianças de 7, 10 e 13 anos é emitido um cheque, para tratamento ou para Higiene Oral?
- As crianças que têm os dentes permanentes sãos mas os decíduos cariados, apesar de não fazerem parte do objectivo específico do programa, podemos enviar para tratamento?
- As Unidades Funcionais que tenham a população alvo em menor número podem enviar crianças para tratamento de outras idades?
- Para realizarem uma consulta de HO, independente a idade é sempre necessário o documento emitido pela administrativa?
- Na circular refere apartir de 2009, ano lectivo 2009/2010?
Estou de acordo com o Jorge, aguardemos com serenidade o desenrolar…as mudanças quando bem intencionadas e extruturadas podem ser proveitosas!!
Acho que a troca de opiniões é salutar e ninguém se deve coibir de o fazer, de forma séria e civilizada.
Bom trabalho
Catarina Antunes
Por: Catarina Antunes em Segunda-feira, 12 Janeiro, 2009
às 11:12
Bom Dia a todos os colegas,
Realmente o pouco conhecimento leva-nos por vezes a tecer comentários menos correctos.
Copiando as palavras do nosso colega Jorge,
“A prudência e o bom senso recomendam que se espere pela publicação dos documentos antes de se começar a tecer críticas que, na sua maioria e como se viu, acabaram por cair por terra. ”
Na minha opinião apenas digo, que a prudência e o bom senso recomendam que só devemos fazer juízos de valor tendo em mãos toda a verdade e todo o conhecimento para o fazer. Esta Circular não é a versão original e para ela estar assim muito foi falado e rebatido.
Ainda bem que existem Higienistas com uma visão mais alargado e que antecipadamente rebateram algumas incoerências que se aproximavam, eu pessoalmente vejo a minha actividade profissional muito reduzida, sinto uma regressão muito grande. Ao longo de onze anos de trabalho sempre senti um crescimento do Programa de Saude oral que se aproximava dos programas comunitários dos países nórdicos, agora não me parece que seja essa a realidade…
Ana Santos
Por: Ana Santos em Segunda-feira, 12 Janeiro, 2009
às 11:44
Não posso concordar com a redução de actividade… porque a circular apenas normaliza procedimentos, nomeadamente população alvo de tratamentos médico-dentários e substitui a contratualização. Todas as outras actividades podem e devem manter-se. Os colegas que têm um parque escolar que lhes permita, podem desenvolver outras actividades!! Não me parece que na circular venha informação em contrário.
Eu não trabalho com a contratualização, pq tenho uma estomatologista aqui no centro, mas acho que era muita papelada e vistoria anualmente. Não quer dizer que apartir daqui seja perfeito… mas com o decorrer do tempo e experiência os procedimentos vão-se aperfeiçoando…
Por: Catarina Antunes em Segunda-feira, 12 Janeiro, 2009
às 12:16
A Circular Normativa definitiva já foi publicada, podem imprimir o documento que já está disponivel no site da DGS. Não se justifiquem uns aos outros, todos somos Higienistas, trabalhamos todos para o mesmo fim,…” detentores de uma formação superior e decididos a melhorar a saúde oral dos portugueses…”(não é assim Mário Rui). Vamos todos ler com muita atenção e tal como disse a Ana Margarida, não temos “receio” de trabalhar porque sempre trabalhámos, temos é que estudar a melhor forma de adaptar a circular ao nosso local e serviço.
Aguardemos a mudança na população e em nós e depois logo vemos o que melhorar. O Ser Humano é renitente á mudança…mas estas são-nos impostas … Zita Avó
Por: ZiTA Avó em Segunda-feira, 12 Janeiro, 2009
às 13:00
Em conversa com a administrativa detentora da password do siso, surge mais uma duvida: as crianças que frequentam as nossas escolas mas não estão inscritas na nossa unidade? Segundo a administrativa não é possível emitir cheque para não inscritos na nossa unidade… Já alguem colocou esta questão?
Qual é o procedimento?…
Catarina
Por: Catarina Antunes em Terça-feira, 13 Janeiro, 2009
às 9:36
Boa tarde,
Colegas
Começou a Digressão Nacional , para esclarecimento nas ARS da Circular Normativa, primeiro o Algarve , Alentejo e esperemos que nos digam para quando os outros.
Sempre atentos
Por: Ana Margarida Cruz em Quarta-feira, 14 Janeiro, 2009
às 17:10
Catarina;
O SISO cruza informação com o RNU (Registo Nacional de Utentes) e não com o SINUS. Assim sendo, é possível (e obrigatória) a emissão do cheque, mesmo que o utente não esteja inscrito na tua Unidade Funcional.
Cumprimentos.
Por: j brázia em Quarta-feira, 14 Janeiro, 2009
às 20:41
Olá a todos,
é verdade que o SISO vai cruzar dados com o RNU, mas ainda não o faz!!!
Por: Anónima em Quinta-feira, 15 Janeiro, 2009
às 17:09
Prevê-se que o faça a partir de 15 de Fevereiro.
Por: j brázia em Quinta-feira, 15 Janeiro, 2009
às 18:03