“Especialistas que elaboram o Plano Nacional definem como prioridades as doenças com mais anos de vida perdidos antes dos 70. Mais de 30 programas deverão ser extintos.
O Ministério da Saúde deverá manter apenas cinco ou seis dos 40 programas nacionais de prevenção e controlo de doenças. A redução do número de planos tem vindo a ser discutida no âmbito do Plano Nacional de Saúde 2011- -2016 e é um dos objectivos do Orçamento do Estado. Ao DN, a alta- -comissária da Saúde, Maria do Céu Machado, confirmou que vai propor a manutenção de “um número reduzido, de quatro ou cinco”, que são as prioridades actuais.
É o caso da oncologia, doenças cardiovasculares, VIH/sida, diabetes, saúde materna e infantil ou a prevenção de acidentes. A proposta final vai depender de prioridades, “definidas através dos anos de vida potencial perdidos por cada doença”, que é o número de anos perdidos antes dos 70 anos devido a uma patologia evitável. Neste caso, doenças que possam beneficiar “do acesso a cuidados de saúde de qualidade ou de estratégias de prevenção da doença”.
Actualmente, o Alto-Comissariado da Saúde está a estudar os programas existentes, de forma a perceber as suas mais-valias: objectivos, metas e custos associados. Muitos dos programas nem sequer saíram do papel, não tiveram financiamento ou permanecem sem actualizações há vários anos (ver texto ao lado), uma razão para a sua eventual extinção.
A própria Organização Mundial da Saúde, que analisou o plano anterior, identificou apenas quatro planos prioritários (cancro, VIH, doenças mentais e cardiovasculares), mais 18 programas associados a doenças crónicas. Essa informação está agora a ser analisada, mas a especialista admite haver “confusão na matéria. Um programa é demasiado verticalizado e por vezes pouco eficiente. Os programas decorrem do plano 2004- -2010, e esse acabou”, acrescenta.
Em diversas áreas, por outro lado, “não é certo que um programa destes traga ganhos em saúde. É por isso que estamos a identificar áreas de ganho até 2016. Tudo o que for traçado será referente a elas. O resto estará integrado, até porque há casos em que falamos de observatórios ou acções específicas e não programas”. Em todo o caso, “a decisão final é do Ministério da Saúde”, refere.
Ressalve-se que alguns programas foram integrados ou são acções de organismos da tutela. É o caso dos transplantes, a cargo da Autoridade para os Serviços de Sangue e da Transplantação.
Apesar de a medida estar entre as propostas do Orçamento do Estado para reduzir a despesa em 2011, Maria do Céu Machado rejeita que seja esse o motivo da proposta, falando em eficiência e ganhos em saúde.”
Fonte DN















E onde ficará o Programa Nacional de Promoção de Saúde Oral???
Por: Sofia Barata em Quinta-feira, 3 Março, 2011
às 12:03
ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE HIGIENISTAS ORAIS
http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=FTS2011
Petição pública k visa favorecer a criação de uma Ordem onde os Higienistas Orais estarão integrados
Por: APHO em Quarta-feira, 16 Março, 2011
às 11:26
Sou Assistente Social e trabalho há diversos anos em Centro de Saúde. Acompanhei o início do programa de saúde oral e conhecia bem o que existia antes. De facto, este programa teve um impacto social muito evidente e constituiu (e felizmente por enquanto ainda constitui) um ganho muito claro na qualidade de vida dos beneficiários, em particular, das crianças. O que antes era um quebra-cabeças, isto é, facilitar o acesso de determinados grupos socialmente vulneráveis a cuidados de saúde oral, atenuou bastante, embora tenha ficado aquém do que ainda é necessário, pois as lacunas de resposta do SNS nesta área são ainda gritantes. Mas já foi um começo importante. Não sendo um programa especificamente concebido para dar resposta a situações de vulnerabilidade social, a verdade é que teve impacto a esse nível.
Por: Duarte em Sexta-feira, 15 Abril, 2011
às 22:22